sábado, 27 de agosto de 2011

UAB – UnB Artes Visuais Disciplina; Tecnologias Contemporâneas na Escola Nome: Claudirene A. S. M Carvalho Tutora: Beatriz dos Santos Tavares Lopes Tarefa 2: Escrevendo uma música Palavras chave: Tecnologia, mídia, vida.

Tecnologia
Hoje a tecnologia encanta,
elogia, muda o seu ver.
E o mundo todo conecta,
sua vida com prazer.

Somos todos enganados,
Com a vida, com a mídia enfim.
E ela nos faz
Ver tudo acontecer...

Do mundo globalizado
inspiramos artistas,
somos artistas
E queremos viver!

Claudirene

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Memória educativa

Universidade Aberta do Brasil

Disciplina: Teorias da Educação – Semana 4
Memória Educativa
Aluna: Claudirene Aparecida Souza de Magalhães Carvalho


“Nossa maior fraqueza está em desistir.
O caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez...”
Thomas Edison


CONTATO COM O CONHECIMENTO


Nasci a 17 de junho de 1974, na cidade de São Bernardo do Campo - São Paulo, filha de José Rodrigues de Souza e Maristela Maria de Souza. Nessa época meus pais tinham 26 e 29 anos, e uma vida razoavelmente definida.
Em minha casa, o convívio familiar era ameno, minha mãe era doméstica e costureira e meu pai operário de uma fábrica de plástico. Ambos só freqüentaram o primário, migrantes de Minas Gerais, resolveram viver em São Paulo em busca de conforto e realização profissional.
Aos 5 anos e 8 meses, fui matriculada no Colégio Jardim Farinha, no pré, pois minha irmã mais velha, não havia freqüentado o pré por não querer ir para a escola sem eu.
No ano seguinte meu pai faleceu e tivemos que nos mudar de São Bernardo, porque minha mãe não queria viver na cidade grande, pois tinha 4 filhas para criar sozinha. Ficamos um ano, na casa de meus avôs em um distrito de Braúnas, na zona rural. Freqüentava a escola, mais como a cesso era longe, muitas vezes deixava de ir a escola e fiquei prejudicada, não pude terminar a 2ª série. Mudamos no ano seguinte 1981, para Açucena e fui novamente matriculada na 2ª série.
Sempre fui encantada pela leitura, minha mãe sempre preocupada com os estudos da filhas, nos dizia já naquela época, que o que ninguém tiraria de nós era o conhecimento. Minha professora Dona Maria Lúcia, era muito caridosa e minha alfabetização foi muito importante e prazerosa.
Em 1992, terminei o Ensino Médio, com o curso profissionalizante de Magistério, mas sempre dizia que não gostaria de ser professora, fiz estágio sem muito interesse, mas apesar disto, adorei estar em contato com o aprendiz é muito gratificante ver o interesse dos alunos em aprender. Eu sempre sonhava com o conhecimento e queria a todo custo, freqüentar o curso de Direito, sempre fui comunicativa, queria o novo, o desconhecido.
Em 1996, casei-me e os afazeres domésticos, a situação financeira não me deixaram continuar meus estudos. Mas nunca deixei de sonhar e também de ler, sempre me dediquei na leitura de vários livros.
Em 1998 e 1999 comecei a trabalhar com crianças, era monitora de uma escola particular e o convício com crianças me despertou um interesse muito grande em lecionar. Já no final do ano letivo, comecei a lecionar Língua Portuguesa em uma escola pública da zona rural, era somente uma licença de 15 dias, mas me preocupou a avanço que a professora estava com a matéria e pude perceber que a preocupação da professora não era a leitura e sim a gramática. Fiquei motivada e tentar mudar esta realidade infelizmente em muitas escolas públicas do país. No ano de 1999, nasceu meu primeiro filho, uma alegria maravilhosa. Em 2000, consegui lecionar na escola Estadual Antônio Alticiano, com uma turma minha, iria lecionar para alunos do Ensino Fundamental no Ciclo Intermediário. Procurei desenvolver de maneira melhor possível o conteúdo, diversificando leitura e ao mesmo tempo cobrando deles a escrita. Buscava sempre ajuda de minha professoras, fontes para desenvolver um trabalho para ser desenvolvido o hábito da leitura entre os alunos.
Em julho de 2000, prestei vestibular para Letras no Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – UNILESTE, sem muita esperança de passar, pois além de meu filho ficar 12(doze) dias internado com uma pneumonia, estava afastada dos estudos, somente continuava com muitas leituras. Mas como diz minha mãe, Deus nos revela de maneiras diversas todo seu poder e nos dá surpresas maravilhosas. Nunca havia prestado vestibular antes e foi uma grata surpresa saber que meus conhecimentos foram importantes nesta conquista. Iniciei meus estudos com grande expectativa e interesse pela descoberta.


ENCANTAMENTO PELO MUNDO DA IMAGINAÇÃO

Com o encantamento pela leitura, ao ler meu primeiro livro sozinha, fiquei deslumbrada e o guardo com carinho em minhas lembranças de infância. “As meninas exemplares” de Cecília Meireles me trouxeram para o mundo da imaginação, que nos faz viajar por vários caminhos. Através da leitura de vários livros, fui formando meu conceito de mundo. Com a leitura, cheguei a ganhar vários prêmios e incentivos a continuar a ler. Recebi o apelido de piolho de biblioteca, minhas fichas de leitura, eram muitas e há certo tempo atrás cheguei a fazer uma lista com os livros que já havia lido. Sinto-me realizada e ainda tenho um sonho de fazer em minha casa uma biblioteca, onde eu possa me deliciar com os livros, e espero poder passar essa experiência para meus filhos.
Na época em que cursava o Ensino Fundamental, era repreendida pelos professores, porque ficava lendo livros na hora das aulas, mas minha curiosidade sempre foi aguçada e nunca queria parar de ler. Quando faltava luz em minha cidade, pegava uma vela, apesar da repreensão de minha mãe e continuava a leitura. Às vezes deixava de realizar tarefas que minha mãe pedia para poder estar lendo.
Minha professora de Língua Portuguesa, Maria Das Graças Fonseca, hoje minha grande amiga, sempre nos fazia ler livros literários, não me lembro bem em qual das séries, mas lemos o livro Éramos Seis, e montamos uma peça teatral. Arrumamos uma casa emprestada, pois o livro contava a história de uma família. A experiência foi maravilhosa e a garra com que nossa turma desenvolveu o trabalho, me fez ver o quão é importante o trabalho em grupo, a convivência escolar, a ajuda mútua.
Desde o ensino fundamental adorava ouvir minha professora de história, Leda Madureira Rabelo, falar do contexto político e social de nossa realidade, e meu interesse cresceu com o ensino médio, pois meu professor, Agostinho Eustáquio da Silva, cursava a faculdade de Direito, sonhava em defender os direitos dos mais fracos, o senso de justiça crescia em meu coração. Meu pai foi assassinado e os ladrões não foram nem julgados, meu sonho era pode cursar uma universidade de direito e me tornar uma juíza. Mas nossos sonhos são desfeitos e oportunidades novas vão surgindo.
Quando estava no 8º período de Letras, voltei meus pensamentos a esta esperança de estar no caminho certo, o interesse pela Educação, nos fundamentos do ensino aprendizagem, me fizeram ver que a escola tem papel fundamental na formação de cidadãos críticos e conscientes.
Continuo me dedicando à leitura e no curso de graduação, ela sempre esteve associada à escrita, outra importante aliada na formação do aluno. Minha relação com a leitura e a escrita me deu experiência concreta, lendo vários autores, tanto portugueses, quanto brasileiros, descobri que essas leituras me exigem criticidade e interpretações diversas, para minha aprendizagem, desenvolvimento pessoal e profissional seja estruturado para que eu me tornasse educadora das novas gerações.
Durante o Curso de letras, fui agraciada por professores cultos, que me proporcionaram grandes descobertas, as indicações de leituras diversificadas auxiliaram-me na exploração de universos distintos e fez-me vislumbrar perspectivas para o ensino, através da docência. Foi muito importante o estudo de um período de Literatura Brasileira, cito o professor Roberto Said, que com a temática das “Cidades Modernas”, mostrou-me universos e situações, desconhecidas por mim até então. E leitura do livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, me fez estar em contato com a realidade brasileira, com as mazelas da sociedade, à exclusão do fraco, as desigualdades, várias outras situações que me fizeram refletir bastante. Foi muito significativo para mim, e ao ser pedido um projeto monográfico, optei juntamente com uma amiga, fazermos nosso trabalho sobre este livro com uma temática voltada para as narrativas nele inseridas.

UMA VISÃO AMPLA SOBRE A EDUCAÇÃO

Cursar uma faculdade sempre esteve presente em meus projetos de vida, mais fui surpreendida por este privilégio. Em 2000, como já citei anteriormente, comecei a lecionar e estava sem expectativas quanto a estudar. Ao surgir à oportunidade, não medi esforços para realizar o meu sonho em poder estar cursando a universidade e também uma necessidade, pois sem o curso superior estaria fora da sala de aula, e automaticamente sem emprego.
A graduação ofereceu-me alguns desafios intelectuais, proporcionou-me aprendizagem com leituras e mais ainda com a visão ampla e contextualizada da educação.
A leitura e a escrita são fundamentais, não só para graduandos, mas para todos que inseridos na sociedade buscam conhecimentos e crescimento intelectuais. O exercício da escrita e leitura na graduação favorece o aluno condições para engajar-se na sociedade, na interação com outras culturas e na comunicação geral.
Os eventos direcionados pelo Unileste aos graduandos de Letras foram prazerosos e despertaram em mim, momentos de grandes experiências. Em 2.002, tivemos o privilégio de participar da III Semana de Letras dedicada ao poeta Carlos Drummond de Andrade, que completava seu centenário naquele ano. Fizemos também uma viagem à cidade natal do autor, o que muito contribuiu para nosso entendimento e compreensão do mesmo. Neste mesmo ano também visitei Ouro Preto, deliciando-me com as obras de Aleijadinho, antes vistas somente pela televisão. É muito gratificante estar diante de obras tão maravilhosas. Em outro evento, tive a oportunidade de participar de um Seminário sobre a importância da leitura e a escrita, com a palestrante Doutora Hilda H. Lontra da Universidade de Brasília, que rompeu fronteiras à respeito da aquisição da leitura e escrita.
Por todos os anos que cursei a graduação, sempre tive professores que me exigiram muito, mas através dos trabalhos realizados me sinto agradecida a eles, pelo enorme esforço que me dedicaram na construção do meu conhecimento.
Com a exigência curricular da universidade, desenvolvi um trabalho monográfico, que teve como orientadora a professora mestre Isabela Mundim.
O tema escolhido estava dentre todos os períodos cursados em Literatura Brasileira. Chamou-me atenção as narrativas dentro das cidades e em especial dentro da cidade do Rio de Janeiro, palco de tragédias, glórias, louvores e derrotas, passei então a investigar cientificamente essas temáticas.
Ao desenvolver este trabalho, pude pesquisar várias referências bibliográficas, o que me deu segurança para dissertar sobre o tema proposto.
Após terminar o Curso de Letras, me especializei na área de educação me Pós-Graduando e tento como professora desenvolver um trabalho junto a nossa educação, resgatando os nossos alunos e buscando-os para a compreensão de que a leitura e a escrita, fazem parte do cotidiano e quando mais praticarem melhores se expressarão e tornar-se-ão melhores cidadãos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Artes Visuais 2011

Estou cursando Artes Visuais pela UAB UNB Brasília, no pólo de Ipatinga/MG. Minha turma é cheia de artistas.  Adoro fotografar.Sou professora de Língua Portuguesa na rede Estadual de Ensino de Minas Gerais.
Estudar artes será muito interessante!!!